


Goethe Universität Frankfurt
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Minha história: uma trajetória para a Alemanha
Me chamo Suzana Alencar, tenho 23 anos e sou graduada em Engenharia Civil. Desde a infância, fui incentivada a pesquisar, ler e escrever, o que despertou em mim uma paixão por compreender como as cidades funcionam, são construídas e podem se tornar mais acessíveis e sustentáveis. Também fui profundamente influenciada pelas escolas que frequentei, onde o incentivo ao voluntariado me ensinou o valor de ajudar o outro e atuar de forma ética e comprometida com o bem coletivo.
Ao longo da minha formação, desenvolvi um interesse crescente pela interligação entre ciência, tecnologia e sociedade, buscando entender como esses campos moldam a vida cotidiana. Acredito no poder do conhecimento para transformar realidades e sou movida pelo desejo de contribuir com soluções que promovam justiça social, inovação e sustentabilidade. Aprender com diferentes culturas, desafios e histórias é o que me inspira a continuar estudando e atuando em contextos globais.

Desde pequena, fui incentivada a ler, escrever e pesquisar. Quando tinha por volta de 8 anos, participei de um concurso de escrita literária na escola e recebi minha primeira medalha, um reconhecimento que marcou profundamente meu interesse pelo conhecimento. Ainda na infância, aprendi sobre empatia e responsabilidade social, valores que me acompanham até hoje. Por morar e estudar em uma comunidade com grande diversidade cultural, desenvolvi um olhar sensível às diferentes realidades e um senso de pertencimento que me motiva a agir em prol do coletivo. Aos 12 anos, tive a oportunidade de visitar a nascente do rio Tietê e escrever um texto para um livro elaborado pela turma: uma vivência que despertou ainda mais meu gosto pela pesquisa de campo, pela observação e pela escrita com propósito.
Desde então, venho me engajando em diversas ações voluntárias, como distribuição de produtos de higiene, roupas e alimentos em contextos de vulnerabilidade. Durante a pandemia, organizei e participei de campanhas de arrecadação, dedicando fins de semana a garantir que pessoas em situação de rua tivessem acesso ao básico. Essas experiências reforçaram minha convicção de que o conhecimento deve caminhar lado a lado com a ação social.
No ensino médio, mergulhei em atividades acadêmicas que ampliaram minha visão de mundo. Fui participante ativa de Simulações da ONU, onde pude desenvolver minha oratória, argumentação e capacidade de negociação. Em 2018, fui contemplada com a LALA Scholarship (Latin American Leadership Academy) para participar de um bootcamp de liderança juvenil na Colômbia, voltado à formação de jovens comprometidos com o impacto social na América Latina. Infelizmente, o evento coincidiu com meu calendário escolar, e não pude comparecer, mas o reconhecimento por meio da bolsa segue como um marco importante da minha trajetória e dos meus valores.


Comecei a faculdade cheia de planos, mas um mês e meio depois veio a pandemia. Mesmo assim, fiz o possível para me manter ativa. Logo no segundo semestre, entrei para a EJEM, a Empresa Júnior de Engenharia do Mackenzie. Primeiro atuei como projetista, depois como gerente de RH. Aprendi a lidar com prazos, pessoas e projetos de verdade, e essa vivência me ajudou a entender o que realmente me motivava dentro da engenharia.
No ensino remoto, fui monitora de Física II e de Materiais de Construção. Foi uma forma de me manter próxima da universidade e também de me desafiar a explicar conteúdos técnicos para outras pessoas. Assim que as coisas voltaram ao presencial, comecei meu primeiro estágio. Pude acompanhar obras, aprender na prática e entender melhor o impacto real das decisões técnicas no dia a dia da cidade.
Com o tempo, fui me interessando cada vez mais por pesquisa. Consegui uma bolsa do MackPesquisa para estudar sustentabilidade na área de materiais de construção. E quando chegou a hora do TCC, já sabia que queria falar sobre mobilidade urbana. Escrevi sobre os caminhos possíveis para tornar as cidades mais acessíveis, conectadas e sustentáveis. Foi nesse processo que entendi como engenharia e tecnologia podem (e devem) caminhar junto com o cuidado pelas pessoas e pelo lugar onde vivem.
Experiências Profissionais

EJEM
Comecei na EJEM trabalhando com projetos de engenharia civil e, mais adiante, atuei como gerente de RH. Foi onde aprendi a lidar com prazos, pessoas e responsabilidades reais, ainda dentro da universidade.

CCR
No meu primeiro estágio, integrei a equipe de Via Permanente. Acompanhei de perto serviços essenciais para a manutenção da malha ferroviária, ganhando noções valiosas sobre infraestrutura e operação em escala.

RFM
Trabalhei na obra de um edifício residencial, acompanhando de perto as etapas construtivas e os processos de orçamento. Foi ali que aproximei o conhecimento técnico de obra com a rotina de campo.

Alphaville
Atualmente, atuo na equipe de gestão técnica de projetos da loteadora. Participo do desenvolvimento de empreendimentos em diferentes regiões do Brasil, com foco em viabilidade, planejamento e urbanismo sustentável.
Jornada Internacional
A Alemanha é um dos países que mais investem em ciência, tecnologia e educação pública de qualidade e, para quem sonha em aprofundar os estudos com senso crítico e impacto social, ela oferece caminhos únicos. É exatamente nesse cenário que está a Goethe Universität Frankfurt, uma das universidades mais renomadas da Europa, localizada em uma cidade pulsante, diversa e que respira pensamento. Foi lá que nasceram ideias que mudaram a forma como o mundo entende política, cultura e sociedade — como a famosa Escola de Frankfurt, com nomes como Adorno e Habermas.

O curso que vou fazer, chamado Science and Technology Studies: Economies, Governance, Life, parte de uma pergunta essencial: como a ciência e a tecnologia moldam - e são moldadas - pela sociedade? O o mestrado propõe olhar com mais profundidade para os interesses, escolhas e impactos por trás das decisões técnicas. A partir do pensamento interdisciplinar, os alunos desenvolvem ferramentas para compreender como o mundo funciona e como ele poderia funcionar melhor.
Como venho da engenharia, esse curso representa a chance de conectar o lado técnico com o humano, o político e o ambiental. Ele permite repensar ideias como “eficiência” e “progresso” a partir de realidades concretas: cidades, infraestruturas, desigualdades. Diante da crise climática e das urgências urbanas, acredito que não basta apenas criar soluções: é preciso entender para quem, com que consequências e a partir de que perspectivas estamos criando. E é exatamente isso que esse mestrado me oferece: um espaço de pensamento, prática e transformação.
Letter of Acceptance
Para transparência, aqui está minha carta de aceite:

Custos
Para conseguir o visto de estudante, preciso comprovar que tenho o valor mínimo de 11.904 euros. Esse valor é obrigatório e deve ser depositado em uma conta bloqueada, como garantia de que posso me sustentar durante o primeiro ano do mestrado.
No entanto, esse dinheiro só pode ser acessado após a liberação do meu visto e minha chegada à Alemanha. Por isso, estou arrecadando doações para cobrir as despesas iniciais da viagem também.
| Item | Euros | Reais |
|---|---|---|
| Seguro saúde | 1.731,00 € | R$ 11.644,50 |
| Acomodação e depósito caução | 6.825,00 € | R$ 45.915,19 |
| Alimentação | 3.000,00 € | R$ 20.182,50 |
| Matrícula (4 semestres) | 1.524,00 € | R$ 10.252,71 |
| Emergência + despesas iniciais | 1.535,52 € | R$ 10.327,52 |
| Total | 14.615,00 € | R$ 98.322,41 |
Obrigada por cada contribuição!